Voto Impresso: o retrocesso que o Brasil precisa dizer, Não!
Acuado e sabendo do aumento contínuo de sua rejeição, Bolsonaro ataca o sistema eleitoral com o objetivo de tumultuar as eleições de 2022

Na medida em que percebe sua popularidade derreter, tamanha a tragédia que a incompetência de seu desgoverno vem provocando no país, Bolsonaro avança nos delírios de um projeto de ditador desequilibrado. Temendo ser o primeiro presidente não reeleito, atenta contra o sistema eleitoral brasileiro, o mesmo pelo qual ele e seus filhos têm sido eleitos há mais de 27 anos, afirmando que a urna eletrônica não é confiável e que somente aceitará entregar a faixa presidencial se o voto for impresso, sistema que segundo ele (Bolsonaro) é o único possível de ser auditado e que garante credibilidade ao candidato eleito junto à sociedade.
Na verdade, a cada dia que passa, acumulando derrotas e desgastes, fica evidente que Bolsonaro pretende tumultuar o processo eleitoral de 2022, espelhando-se na tresloucada aventura de Donald Trump, ex-presidente dos EUA, que derrotado pelo então candidato democrata centrista John Biden, se recusou a promover a transição de governo e estimulou a invasão do Capitólio em Washington – capital americana, sob o argumento de que sua derrota havia sido resultado de uma fraude. Bom lembrar, que nos EUA o voto é impresso. Este mesmo expediente foi utilizado pela candidata de extrema-direita nas últimas eleições no Peru (junho) – Keiko Fujimori.
Portanto, trata-se de um novo modus operandi da extrema-direita no mundo todo, configurando uma clara estratégia de ataque à democracia. Para viabilizar seu projeto de poder, Bolsonaro, representante da extrema-direita brasileira na Presidência, investe em estratégias e discursos ameaçadores, visando manter a sociedade sob sua tutela, com o pseudo objetivo de defender a família, a moral e a pátria.
Por esta razão o Partido dos Trabalhadores considera a proposta (já em forma de projeto apresentado no Congresso Nacional) de voto impresso um retrocesso e uma ameaça a democracia. Para a presidenta nacional do PT e Deputada Federal, Gleise Hoffman, em entrevista à TVPT, “Bolsonaro vem com essa história para criar tumulto, questionar o sistema e justificar a possibilidade de sua não eleição. Para questionar a eleição de qualquer um que não seja ele. Não podemos deixar esse tipo de ação avançar porque o que Bolsonaro quer mesmo é que não tenha eleição. O sonho dele é permanecer na Presidência, usando dessa escalada autoritária e ameaçando o Brasil de golpe".
Para Gleise, o discurso que Bolsonaro faz em relação a impossibilidade de se fazer auditoria na urna eletrônica não tem evidência na realidade e trata-se de um discurso mentiroso. Segundo a deputada, as urnas eletrônicas são auditáveis e todos os partidos políticos acompanham desde a sua instalação até o seu fechamento ao final das eleições. Diz a deputada, “a urna eletrônica não é ligada a nenhum sistema central. Ela tem uma programação, única para todas as urnas, que é aprovada pelos partidos políticos e pelo TSE. Só depois (da votação), a urna é conectada ao sistema central, para passar o resultado”.
Para muitos deputados, não apenas do PT, a retomada do voto impresso, além de tornar a contagem de votos extremamente lenta, trará consigo a possibilidade de inúmeros questionamentos quanto ao seu resultado, o que implicará em um sistema eleitoral inseguro.
Por isso, a sociedade brasileira precisa dizer NÃO AO VOTO IMPRESSO.
Com a insistência de Bolsonaro no discurso de que a urna eletrônica é um instrumento que possibilita fraudes no processo eleitoral, dizendo-se uma “vitima” em 2018 sem apresentar provas, o Ministro do Tribunal Superior Eleitoral - TSE, Luís Felipe Salomão, que conduzirá uma investigação sobre os ataques bolsonaristas à democracia, abriu um inquérito nesta terça-feira (03.08), no qual serão convocados, além do próprio Bolsonaro, todos os que com ele participaram da live semanal, onde voltaram a alegar que o atual sistema eleitoral é fraudulento.
Segundo informações publicadas no site www.brasil247.com, cópia da live na qual Bolsonaro ataca novamente o sistema eleitoral brasileiro, foi enviada para o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que comanda investigações sobre o esquema das fakes news.


